Editorial – A perigosa sombra de um delírio chauvinista.
Da redação.
Vyšehrad, Thomasstadt. Lá se vão, se os cálculos estiverem corretos, cerca de 34 anos de micronacionalismo lusófono se considerarmos o surgimento de Porto Claro, em setembro de 1992. Desde os tempos de Pedro Aguiar, um dos verdadeiros patriarcas da micronacionalidade, muita coisa mudou nesta prática de simular países por meios digitais.
O micronacionalismo acompanhou o próprio desenvolvimento da internet e dos seus atores políticos. Ferramentas de comunicação foram se sucedendo, as portas de contato interpessoal se ampliaram e a dinâmica da comunidade internacional de micronações foi adquirindo dinamismo em uma espiral retroalimentada pela erupção de idealismos, lideranças inovadoras e projetos políticos de todos os matizes ideológicos.
Em meio a tanto movimento, um mesmo fenômeno cansativo se repetia dando forma a um turbilhão de diversidade da mesma coisa: a apropriação da própria verdade rotulada como “verdadeiro micronacionalismo”. O que isto quer dizer?
Do ponto de vista político se poderia chamar isso de chauvinismo, a manifestação radicalizada, empregando retórica hostil, acerca dos próprios valores identitários e do modo como se posiciona em relação à alteridade. Uma prática chauvinista, que por vezes pode ser percebida como um patriotismo destrambelhado, exagerado e caricato, quando visto pela lente adequada, se mostra como um discurso antagonista em relação ao outro. Afinal, por lógica simples, quem avoca para si o “verdadeiro” é porque acredita que todo o resto é “falso”.
É claro, há que se olhar a realidade por um prisma muito amplo para não reduzir o fenômeno do micronacionalismo a uma taxonomia de termos técnicos que produz pouco (ou quase nenhum) conhecimento sobre o modo como funciona o ser humano no universo digital. Porém, alguma coisa a maturidade abre em oportunidade de leitura empírica da micronacionalidade lusófona: não existe esse negócio de “verdadeiro” em torno de uma prática assentada em uma realidade toda ela feita de faz-de-conta.
A ciência – e neste caso, a psicológica – já atribuiu um termo para qualificar o fenômeno de ver uma realidade por um viés só seu, desconectado das evidências concretas do mundo. A este fenômeno dá-se o nome de delírio.
Há diversas possibilidades para uma análise do processo delirante: quadros psicológicos complexos marcados por um sofrimento crônico, adoecimento existencial, vivências traumáticas, ansiedade aguda e desconexão com a própria história. Isto para falarmos pouco.
De toda a forma, não é qualquer manifestação humana que se poderia traçar como delírio, pois isto é objeto para o setting clínico. No entanto, olhar os fluxos das diversas correntes ideológicas que atravessam o tecido social da micronacionalidade lusófona e perceber a modulação comportamental em torno de um discurso (quase) messiânico de redenção por meio do “verdadeiro micronacionalismo” causa assombro. E pouco importa a palavra que completa o predicado da frase.
Até este ponto, eu diria, não há nada de delirante no epíteto autoatribuído. Faz parte do encantamento da experiência micronacional e do discurso publicitário, de tal modo que se quisesse assumir “micronacionalismo ‘cleopátrico’, ‘nabucodonossônico’, ‘mesopotâmico’, ‘apoteótico’, ‘faraônico’ ou qualquer outro adjetivo originado por Milton Cunha, estaria fazendo um jogo criativo de palavras para se anunciar na praça pública da Lusofonia. É sobre isso e estaria tudo bem.
A questão delirante, por outro lado, se apresenta é no jogo da propaganda histriônica e dissimulada, na retórica inflamada e no esforço de disseminar uma “verdade” que se opõe a uma ameaça externa ilusória representada pelo Outro. Este é o poder do fenômeno chauvinista, perigosamente inflamável e naturalmente sedutor por gerar engajamento, conteúdo e mídia. E claro, uma fantasiosa hegemonia sobre uma audiência dócil vista como “zona de influência geopolítica” versus tudo aquilo que está no “outro lado”.
É provável que o combustível que incendeia o chauvinista seja alguma ruminação rancorosa, um mal sentimento amargo que ainda não foi elaborado, ou ainda um hipotético sentimento de insegurança que lhe assombra como uma vulnerabilidade constante frente a qualquer dissonância. De qualquer forma, as raízes do totalitarismo se acercam a uma limitação cognitiva sobre o próprio funcionamento do mundo que somente se exibe pela brutalidade das palavras, pelo ímpeto agressivo e pela dissimulação da realidade tentando martelar na cabeça do ignorante a verdade que só o delirante vê.
É aí que o perigo mora e a brincadeira de faz-de-conta ganha um formato sombrio, volátil, e potencialmente arriscado: a suposta vítima se torna algoz fantasiada de cybertroll, e a produção criativa flerta com a judicialização por crime cibernético. Daí o ponto de não retorno se abre como uma avenida estreita, ladeira abaixo e sem freio, destruindo o encantamento do mundo e da micronacionalidade.
Afastamento de monarca mobiliza Germânia em defesa do Chipre

Nicósia, Chipre. No último dia 11 de janeiro, de forma discreta e não informada antecipadamente, o rei Michael I do Chipre retirou-se da capital cipriota rumo ao mundo exterior. Não houve abdicação, nem instalação de regência, nem indicação de um herdeiro em caso de afastamento definitivo. Apenas uma saída do território, sem destino conhecido.
No poder desde janeiro do ano passado, após delicada negociação que culminou no reconhecimento do Estado cipriota pela Declaração de Nicósia, o rei Michael conduziu uma política discreta de pacificação da ilha e de inserção do país na comunidade internacional. Acordos foram firmados com a vizinhança imediata (Escorvânia e Arábia e Damanistão, signatários do Tratado de Aman, de proteção a sítios sagrados) e o polêmico acordo de livre associação com a Germânia (o Tratado de Ludwigsburg).
O reinado de Michael de Penalver e Gualda foi também marcado por dramas particulares e demandas familiares (totalmente alheios à vida micronacional) que forçaram seu distanciamento gradativo do país, sem macular sua legitimidade à frente do trono e de herdeiro do legado cruzado do outrora Reino Latino de Nova Jerusalém (do qual o Chipre é seu sucessor).
Após praticamente aniversariar no trono, sem solenidade, deixou discretamente o país sem formalmente abdicar ou deixar instruções sobre o que fazer em relação ao Estado. O vazio do trono poderia dilapidar seu legado e abrir espaço para projetos aventureiros que surfam pelos grupos de Facebook abrigados pela fragmentação das notícias e ausência aparente de atividade pública.
Diversas tentativas de contato foram feitas com o rei cipriota, todas sem retorno. Dadas as circunstâncias e invocando o princípio de segurança estabelecido pela livre associação do Chipre, simbolizada pelo vínculo formal de uma vassalagem ao imperador da Germânia (que mimetiza a relação histórica entre o Reino do Chipre medieval e o Sacro Império Romano), a monarquia germânica ativou um dispositivo de segurança pouco ortodoxo, porém legalizado e reconhecido, tanto pela comunidade internacional, quanto pela própria Casa Real cipriota.

Por meio de uma ação garantidora da independência e da continuidade institucional do Estado cipriota, no marco legal dos acordos existentes entre o Reich e o Chipre, o imperador Fernando V ordenou a realização de uma operação militar especial da Reichslegion (a Legião Imperial de Defesa germânica) visando a instalação de uma administração provisória até que uma regência civil pudesse assumir o governo local e conduzir os negócios do Estado cipriota daquele momento em diante, conforme nota da Subsecretaria Imperial de Assuntos Europeus explicando as razões do ato.
Repercussões geopolíticas do caso cipriota agitam mundo da diplomacia*
(*) até o fechamento desta edição
- Escorvânia: país outrora considerado um aliado, foi o que mais inflamou – em escalada retórica vertiginosa – as reações negativas à Operação cognominada Lusignan. Acusou a Germânia de má-fé (por não ter informado antecipadamente o emprego de força militar, além de promover uma invasão ilegal, anexação, intervencionismo e “usurpação de soberania”. Levantou suspeitas sobre as declarações do Conselho Imperial de Relações Exteriores acerca do afastamento do rei Michael; impôs ultimatos exigindo retirada de tropas; questionou a legitimidade e mesmo a validade do vínculo entre o Chipre e a Germânia; denunciou o desrespeito ao Tratado de Aman (direcionado à proteção de sítios históricos e locais de culto de tradições abraâmicas, mesmo não tendo sido afetado pela Operação); colocou suas forças de segurança em alerta para uma possível resposta militar; mobilizou suas redes diplomáticas para uma resposta coordenada de seus aliados. Oficiais escorvaneses chegaram a fazer ilações que a Germânia promoveria ideologias de intolerância e discurso de ódio.
- Damasco e Bagdá: o Estado mesopotâmico manifestou-se por meio de canais de imprensa exortando a solução pacífica de conflitos e mobilizando sua aliança com Escorvânia e Arábia (Reino da Arábia e Damanistão) para a defesa do “Mar Comum”, alegando que a “escalada militar [a Operação germânica] ameaça as rotas comerciais e a herança histórica” e manifestou sua “preocupação pela estabilidade do Reino do Chipre”
- Arábia e Damanistão: em artigo veiculado pela imprensa escorvanesa, o rei Hafez da Arábia chamou de “delírio feudal” o relacionamento germano-cipriota e que tal contraria o direito internacional ao “emular a vontade unilateral do soberano e na imposição estética da força”.
- Piratini: no exercício da liderança da UNAM (União das Nações Micronacionais), a monarquia piratinense reconheceu a queixa escorvanesa, mas endossou a saída diplomática para a solução de conflitos entre países.
- Vaticano/Casa Real de Penalver e Gualda: o patriarca vaticano e também chefe da Casa Real do Chipre (é pai do rei Michael), Dom Antônio I, reconheceu a administração provisória da Reichslegion em Nicósia e endossou o processo de transição à regência que ficará a seu cargo até um possível retorno do rei ao país. Reafirmou a independência e soberania do Chipre e tem mantido correspondência cordial com a Germânia e os países do Mediterrâneo Oriental. Está diretamente supervisionando os protocolos da administração cipriota em coordenação com o comando do Estado-Maior Legionário.
- França: pressionado pela aliança comum à Germânia, quanto à Escorvânia, o Estado francês se pronunciou com reservas à ação militar germânica, entendendo que este expediente tende a “agravar tensões preexistentes, endurecer posições e reduzir o espaço indispensável à solução política e diplomática dos litígios”. A França expressou sua “reprovação respeitosa” à Escorvânia, por “privilegiar retóricas de antagonismo e respostas inflamadas [que] contribuem para a polarização do debate e fragilizam os esforços multilaterais voltados à mediação imparcial, à moderação e a construção de consensos”.
- Escandinávia: em posição análoga à francesa, a monarquia nórdica condenou a ação militar germânica e conclamou a retirada das tropas, ao mesmo tempo que reconheceu “o direito e o dever [da Germânia] de garantir a estabilidade institucional, preservar a ordem e impedir o colapso das estruturas do Estado cipriota”. Também exortou à Escorvânia e seus aliados na região mediterrânica à deter a escalada militar para garantir a abertura de canais diplomáticos.
- Liechtenstein: o principado alpino reconheceu o direito à ação germânica em favor do Chipre, declarando que as medidas deflagradas pela Operação Lusignan “não configuram violação de tratados internacionais, nem deposição do monarca, tampouco alteração do status jurídico ou territorial do Reino [do Chipre]. Avaliou que a retórica escorvanesa “contribui para a elevação de tensões e para o risco de instabilidade regional”.
- Cimbres: a monarquia sul-americana utilizou suas redes oficiais para denunciar o “avanço inescrupuloso de nações sobre terras alheias” em referência à Germânia, acusando-a de “expansão sem diálogo, sem base jurídica clara e sem respeito aos povos envolvidos”, deteriorando as relações entre as nações.
- Aliança dos Países Orientais: uma sessão de emergência da conglomerado de Estados da dinastia Al-Feres e outros associados externos ao contexto asiático foi convocada por iniciativa conjunta da Arábia e de Damasco. Nenhuma nota foi divulgada ou é conhecida acerca das deliberações até o fechamento desta edição.
- Bauru e São Vicente: a monarquia paulista somou-se ao clamor da comunidade internacional por uma solução dialogada à crise entre a Escorvânia e a Germânia. Em sua nota, o Estado bauruense expressou sua preocupação ao “aprofundamento do dissenso em velocidade preocupante” e a “postura combativa e inflexível ultrapassa os limites da defesa razoável e incitam ao ódio”. O país sul-americano ofereceu-se para estabelecer um canal de mediação entre os Estados em um território neutro.
- Esparta: a pólis esparciata pronunciou-se informando que o Tratado de Aman segue vigente e deve ser respeitado “em sua integridade como ato jurídico perfeito e não denunciado”, como também reiterou que a “suserania da Coroa Imperial Germânica sobre o Chipre, estabelecida pro vontade soberana da Coroa Cipriota, é fato jurídico consolidado que não cabe a terceiros questionar, enquanto perdurar o silêncio institucional do monarca” cipriota.
- Áustria: o arquiducado germânico quebrou o paradigma de não posicionar-se internacionalmente e se manifestou contrariamente às acusações escorvanesas que levantavam suspeitas sobre manifestações da aristocracia cipriota em reconhecimento à presença militar transitória da Germânia. Viena disse que o ânimo escorvanês de duvidar da “legitimidade da nobreza histórica [cipriota], de seus atos administrativos e da continuidade de suas autoridades soberanas constituem grave imprudência diplomática e configuram precedente incompatível com os princípios do direito dinástico europeu e da boa-fé entre Estados” e “configuram afronta direta à honra, à legalidade e à instabilidade institucional de Coroas [Chipre e Germânia] que mantém reconhecimento mútuo e atuam em consonância história, jurídicas e política”.
“Nós não temos lastro, nem intimidade, para uma agressão dessa monta”

Viena, Áustria. É uníssono o sentimento de quem frequenta a Ballhausplatz, nº 2, de Viena, sede do Conselho Imperial de Relações Exteriores: as relações entre a Germânia e a Escorvânia atingiram seu pior momento histórico, desde o estabelecimento de relações diplomáticas entre os dois países há quase dez anos.
Desde os primeiros dias de fevereiro a dura correspondência diplomática trocada à vista de todo o hemisfério pelos canais internacionais implodiu o sólido relacionamento político e dinástico entre dois tradicionais países com um histórico, acredite ou não, de grande entrosamento, o que torna esta celeuma ainda mais surreal:
- a imperatriz Elizabeth Kareema é uma princesa da Casa Real escorvanesa e sheika do Qatar;
- Germânia e Escorvânia são signatárias da Declaração sobre eliminação de todas as formas de intolerância e discriminação fundadas na religião ou nas suas convicções, firmada no âmbito da outrora Liga das Micronações, em 2017;
- ambos os países foram alvo de diversos constrangimentos diplomáticos e furiosa injúria e difamação por cybertrolls na imprensa e notas oficiais proveniente de sociedades bárbaras da América do Sul e do Oceano Índico: os escorvaneses agredidos por ataques islamofóbicos e antissemitas, os germânicos taxados de neonazistas e alvo de homofobia;
- são signatários de memorando de entendimento criando pontes para um adensamento da cooperação intergovernamental entre ambos, e ampliando a interação diplomática de alto nível entre a Coroa da Germânia com as monarquias Al-Feres do Oriente Próximo.
Tudo isso naufragou nas águas agitadas do Mar Mediterrâneo e com um roteiro digno das tintas reuniano-maurenses que muito se aproximou da brutalidade generalizada.
No esforço coletivo pela ponderação e distensão das relações, a Coroa bauruense vem empregando seu talento diplomático para, minimamente, impedir a escalada retórica da Dança das Águias e salvar as poucas fibras remanescentes do relacionamento bilateral do rompimento definitivo.
E o nível de desafio é elevado, pois já na reunião preliminar em curso na conferência do Palácio do Eliseu, em Paris, a parte escorvanesa fez uma lista de imperativos à parte germânica (atropelando dispositivos constitucionais cipriotas e o próprio reconhecimento internacional – e da Casa Real cipriota – da administração transitória no Chipre). Por sua vez, a parte germânica negou a legitimidade escorvanesa em fazer exigências não sendo partícipe do relacionamento germano-cipriota.
Segundo fontes consultadas pelo Noviny em condição de anonimato, a expectativa é que haja um encontro síncrono da cúpula, por videoconferência, para construir um possível desfecho à questão entre os dois litigantes.
Transição se inicia e preparativos para regência estão em curso

Nicósia. O Estado-Maior Legionário da Reichslegion e a Casa Real de Penalver e Gualda estão nos acertos finais ao cronograma de solenidades que marcam o processo de transição e vindouro fim da administração militar extraordinária.
O primeiro passo já foi dado com a transferências das credenciais administrativas dos canais de comunicação oficial do Chipre ao patriarca D. Antônio I pelo comando da Operação Lusignan. Segundo informou o gabinete de comunicação social da força germânica, a administração militar reconhece a importância do Estado cipriota ter sua infraestrutura eletrônica para atender as demandas de um governo soberano novamente funcional. Compromisso reforçado diretamente pelo próprio imperador Fernando V ao chefe da Casa Real do Chipre.

O próximo momento dos ritos transitórios será a aclamação do patriarca vaticano como regente pelos membros nobreza cipriota, os quais foram convocados a comparecerem em Nicósia. A solenidade é prevista para ocorrer no próximo dia 17 de fevereiro e será seguido por missa solene de entronização do regente com o comparecimento da aristocracia e do contingente da Reichslegion presente à capital.
Se as datas rascunhadas forem mantidas sem atrasos, entre os dias 21 e 22 de fevereiro as solenidades previstas se encerrarão com a investidura protocolar do regente por Carta Imperial, conforme o rito de coroação iniciado pelo rei Michael I. Este ato encerrará a Operação Militar Especial no Chipre.
Efemérides germânicas
- Rumores de uma possível demissão do secretário imperial de Relações Exteriores, cargo ocupado há quase dois anos pelo rei Frederico II de Württemberg, estariam sendo tratados de forma discreta no Castelo de Praga.
- Segundo apurou o Noviny, o pedido de demissão partiu do próprio titular da Secretaria, interessado em alçar novos projetos da estrutura política da Germânia após o desgaste emocional provocado pela crise no Mediterrâneo Oriental. Nomes estão sendo analisados internamente, com o subscretário de Assuntos Europeus, o rei Carlos IV da Prússia, e o arquiduque Vitor da Áustria figurando entre os possíveis nomes. O rei bávaro, Luis IV, também é listado por comentaristas anônimos como provável sucessor de Württemberg.
- A câmara baixa do Parlamento germânico – o Reichstag – está navegando a todo pano pelos mares da legislatura. Sob a presidência do barão de Mulhouse, a Dieta de Nuremberg tem pela frente questões sensíveis para o governo do chanceler Karl Gustav von Vyšehrad, destacando-se a situação econômica do país.
- o Censo 2026 está prestes a divulgar os resultados do recenseamento da população germânica. Segundo prévias dos números, a Germânia se aproxima do jubileu de prata mantendo seus indicadores demográficos estáveis se comparados ao ano passado, quando o país listou a presença de 25 cidadãos em seu território.
- Quase dois meses do novo ano e nenhum táler foi pago para a nobreza e os servidores públicos, elevando a pressão sobre o Ministério Imperial das Finanças para a apresentação de um plano para sanear as contas do país. No Senado um debate sobre o tema chegou a ser preparado, mas não teve prosseguimento no plenário, possivelmente aguardando uma diretriz mais clara da Chancelaria sobre a agenda governamental para a questão dos pagamentos.
- Possivelmente a questão internacional em torno do Chipre desviou o olhar dos senadores, uma vez que são os membros da câmara alta do Parlamento que compõem o
Conselho Imperial de Relações Exteriores e assessoram o Imperador na condução da política externa do país. Com a pacificação no Mediterrâneo e o fim da Operação Lusignan o debate financeiro deverá reacender em Potsdam, atual sede do Senado da Germânia. - Cresceu o trânsito de cidadãos germânicos pela fronteira com a França. Ao que parece, a arena política francesa ganhará o marcante sotaque teutônico nos debates do Conselho de Notáveis, a câmara aristocrática francesa. Outros sotaques, inclusive do Oriente Médio, também são ouvidos nos corredores daquele parlamento.
- 31 de janeiro foi aniversário do Kaiser. Como presente recebeu nuvens de drones “gptecnológicos” made in Arabia no espaço aéreo do Mediterrâneo.
- Luzes são vistas nas torres do Castelo Bran, na Transilvânia. O palácio, outrora desocupado, parece ter sido tomado como sede de uma reavivada Ordem do Dragão. Será que testemunharemos o ressurgir de um conde Drakul na Europa Oriental?
- Sons de tambores e preces na língua náuatle foram ouvidos por testemunhas em Viena. Um forte aroma de cacau também foi sentido em alguns endereços famosos ligados à Casa de Oldenburg.

